Ou Vai, ou não vai!!!!!


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Foto: Informe Baiano
Principal liderança de oposição ao governo de Rui Costa (PT) na Bahia, o prefeito ACM Neto (DEM) anunciou que a provável candidatura dele ao governo em 2018 só será definida após o Carnaval, e que a partir do dia 2 de janeiro iniciará conversas com aliados políticos para fazer projeções que nortearão a decisão, pautada na "racionalidade".
Ele disse que não há necessidade de "sangria desatada" e descartou, por ora, candidatura nacional.
O prefeito também disse que, no seu entendimento, a influência federal na eleição da Bahia será muito menor do que o foi nas eleições passadas.
Em entrevista coletiva, ontem, que antecedeu ao lançamento do Plano Estratégico de Salvador (2017-2020), Neto mandou recado ao seu grupo político ao dizer que pesará muito a opinião de aliados, mas que o desejo da população - aferido através de pesquisas e do 'termômetro das ruas' - e de pessoas próximas, de fora da política, terão importância significativa.
Nos bastidores, o que se diz é que Neto tem recebido apelos de aliados para que saia candidato já que, caso não dispute, não há outro nome com popularidade e musculatura suficientes para enfrentar o pleito no estado, fortalecendo o grupo político, e arregimentar votos para candidatos a deputados estadual e federal, além do Senado.
"A partir do dia 02 de janeiro vamos começar a conversar. Nenhuma decisão será tomada antes do Carnaval. Tenho meses de conversa ainda. Para que eu decida deixar a Prefeitura, a primeira questão é se a população quer. A minha decisão terá critérios, será pautada pela cidade de Salvador onde fui eleito com 74% dos votos".
O prefeito disse que "não é uma pessoa agoniada" e que enxerga horizontes para sua trajetória que o impedem de tomar decisões açodadas. "Não é uma sangria desatada ser ou não ser candidato em 2018. Reflito sobre a possibilidade? Sim. Mas vou conversar ainda, não só com os aliados, mas também com quem não está na política. Ouvir a opinião de quem está fora, de quem me cerca", afirmou.
Ao ser perguntado sobre um nome que o substituísse no pleito, Neto desconversou: "Importante dizer que o grupo não se limita a mim. Nós temos deputados federais, estaduais, prefeitos do interior, vice-prefeito da capital, temos vários quadros com plenas condições de de liderar. Ninguém imagina que caso eu decida não ser candidato será uma eleição por W.O. Isso não existe".
Apesar de dizer que não tem nada certo, Neto disse estar tranquilo, caso renuncie, com o preparo do vice-prefeito, Bruno Reis (PMDB), a quem considera pronto para sentar na cadeira do Palácio Thomé de Souza e tocar o projeto construído para até 2020.
Influência nacional
No entendimento de Neto, a influência federal na eleição da Bahia será muito menor do que o foi nas eleições passadas, mesmo considerando o cenário no qual o ex-presidente Lula (PT) saia candidato, repetindo a polarização histórica com partidos de centro e mais à direita.
Ele comparou o cenário atual com o de 2014.
Primeiro, Lula não tem mais a imagem que ele qualificou como de "suprassumo e de super herói" que tinha, sendo agora um mero "mortal". Ele também considera o fato de que Dilma Rousseff partia com 53% de intenções de votos nas eleições e Lula hoje acumula de 20% a 30%.
O outro ponto é o de que houve "uso e abuso da máquina do governo federal" na Bahia e que isso não se repetirá. Além disso, diz o prefeito, o dinheiro privado que abasteceu as campanhas (citando o caso da JBS), e que "influenciou demais", não existe mais.
No caso do impedimento de Lula, ainda assim, avalia Neto, uma eleição pulverizada e indefinida terá ainda menos influência no cenário baiano.
"Nos últimos anos, você tinha um desenho da eleição presidencial construído desde cedo. Se fizermos retrospectiva, chegaremos em dezembro de 2013 e já sabíamos que Dilma era candidata, que Aécio Neves era candidato de oposição e que Eduardo Campos se colocava como candidato. Nas eleições anteriores também, havia o PT de um lado, com sua força e o PSDB do outro, com sua força", lembra.
No cenário atual, diz Neto, não dá para dizer que 2018 vai ser polarizado. "Se for pulverizada, uma eleição cuja incerteza vá até o final, a influencia nacional aqui está anulada", diz.
Fonte: A Tarde
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